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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Enttropia - Whisky, esfinges e crianças (legendado!)
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Artigo Acadêmico: O amor e o sedutor estético: Mimesis e semiose,
Descrição onírica de um sonho - que deu origem a uma música,
Música: Whisky esfinges e crianças - com legenda - autoral Banda Enttropia,
Poemas do livro - os Atemporais - Autoral,
Poemas do livro Catedrais suspensas - autoral,
Quadro Dicotomia personificado em poesia
domingo, 15 de março de 2009
Quadro "Dicotomia" personalizado em poesia
DICOTOMIA
O sol se vai mais uma vez ao ouvir as trombetas do norte.
As sombras acordam do torpor e nos convidam a brindar.
Há uma fome não satisfeita que vem dos domínios da noite.
E as bocas salivam com as migalhas que encontram ao luar.
Não poderão se esconder do apetite insaciável dos coiotes.
Há uma criança com nictofobia que, apavorada, segura uma mão.
Pedindo pra não deixá-la só, com as visões que nascem da penumbra.
Neste instante uma escolha nasce rasgando ao meio o ser da ação.
A dicotomia entre: a ampulheta da boemia que inflama os sentidos,
Ou o acalento da prole que costura na alma, os valores mais distintos.
A dicotomia traz espasmos musculares e vinho tinto é derramado.
Enquanto os ventos pasmam diante do ballet apolíneo da fumaça.
Para não ver as visões da parede a criança deixa os olhos apertados.
Ela vestiu a noite em forma de pijama pra não ficar jogada às traças.
Pensou que poderia seduzi-la tanto quanto a noite e suas graças.
Estamos diante de um dos maiores e mais correntes dilemas.
Escolher entre o construir e o se omitir pelos estímulos pueris.
Entre uma obra-prima e um passatempo de memória estéril.
Análogo a essa criança é o tempo que agarra minha mão e diz:
Não me deixe no escuro, pois não voltarei pra saber o motivo!
Thiago Rodrigues de Souza
O sol se vai mais uma vez ao ouvir as trombetas do norte.
As sombras acordam do torpor e nos convidam a brindar.
Há uma fome não satisfeita que vem dos domínios da noite.
E as bocas salivam com as migalhas que encontram ao luar.
Não poderão se esconder do apetite insaciável dos coiotes.
Há uma criança com nictofobia que, apavorada, segura uma mão.
Pedindo pra não deixá-la só, com as visões que nascem da penumbra.
Neste instante uma escolha nasce rasgando ao meio o ser da ação.
A dicotomia entre: a ampulheta da boemia que inflama os sentidos,
Ou o acalento da prole que costura na alma, os valores mais distintos.
A dicotomia traz espasmos musculares e vinho tinto é derramado.
Enquanto os ventos pasmam diante do ballet apolíneo da fumaça.
Para não ver as visões da parede a criança deixa os olhos apertados.
Ela vestiu a noite em forma de pijama pra não ficar jogada às traças.
Pensou que poderia seduzi-la tanto quanto a noite e suas graças.
Estamos diante de um dos maiores e mais correntes dilemas.
Escolher entre o construir e o se omitir pelos estímulos pueris.
Entre uma obra-prima e um passatempo de memória estéril.
Análogo a essa criança é o tempo que agarra minha mão e diz:
Não me deixe no escuro, pois não voltarei pra saber o motivo!
Thiago Rodrigues de Souza
Poema que personifíca o quadro verbalmente
QUADRO "DICOTOMIA" NA ÍNTEGRA
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Quadro Dicotomia personificado em poesia
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Poemas do Livro: Os Atemporais

SONHO
Meu caminho é como o éter fabuloso, obscuro e intangível.
Meu corpo é esquálido e meu toque é oniricamente surreal.
Meu reino são os jardins suspensos pelo fascínio instável.
Sou o atemporal que devora a banalidade fugaz e trivial.
Minha voz sussurra a fantasia e minha música é quimérica.
Nos meus domínios eu manipulo a física e desafio à lógica.
Onde meus dedos longos tocam, causo inspiração magnífica.
Meu ímpeto deu origem às obras-primas e à própria mágica.
Meu pecado é necessário aos meus vastos devaneios lúdicos.
A preguiça traz o ócio que liberta a contemplação filosófica dos poetas.
A preguiça traz o sono que liberta o R.E.M, deixando-me entrar como os profetas.
Eu desvendo meus épicos domínios na companhia alada do mais belo dos grifos,
As suas virtudes são muitas e sua presença é geniosa e acalentadora.
Em pouco tempo tocarei sua mente com o olhar cirúrgico de outrora.
E direi: muito prazer eu sou o sonho...
Meu caminho é como o éter fabuloso, obscuro e intangível.
Meu corpo é esquálido e meu toque é oniricamente surreal.
Meu reino são os jardins suspensos pelo fascínio instável.
Sou o atemporal que devora a banalidade fugaz e trivial.
Minha voz sussurra a fantasia e minha música é quimérica.
Nos meus domínios eu manipulo a física e desafio à lógica.
Onde meus dedos longos tocam, causo inspiração magnífica.
Meu ímpeto deu origem às obras-primas e à própria mágica.
Meu pecado é necessário aos meus vastos devaneios lúdicos.
A preguiça traz o ócio que liberta a contemplação filosófica dos poetas.
A preguiça traz o sono que liberta o R.E.M, deixando-me entrar como os profetas.
Eu desvendo meus épicos domínios na companhia alada do mais belo dos grifos,
As suas virtudes são muitas e sua presença é geniosa e acalentadora.
Em pouco tempo tocarei sua mente com o olhar cirúrgico de outrora.
E direi: muito prazer eu sou o sonho...
Thiago Rodrigues de souza

CAOS
Eu carrego os dados da incerteza e tenho nas mangas as falhas de comunicação.
As crises econômicas e o desespero do homem são meus ensaios.
Corrupção e meu sobrenome, e os corruptos meus fieis lacaios.
Eu danço com a entropia rasgando as leis e queimando a sua constituição.
Desordem e minha inspiração e o descontrole meu amado aliado.
Sem minha presença não há ordem, pois a própria ordem me convida.
Meu corpo é assimétrico e meus traços são tortuosos como a vida.
A sorte e o azar são marionetes nas minhas mãos tremulas pelo pecado.
Meu pecado é a avareza, pois minhas riquezas são inegociáveis.
Eu sempre quero ganhar mais e mais nos meus jogos sádicos de azar.
Os que se deitam comigo pagam o preço pelo meu pecado elementar.
Na babilônia antiga eu encontrei meu monstro de companhia.
Tiamat veio ao meu encontro e nos unimos em pacto sagrado,
Ela é a consumação vivaz dos meus desejos, no meu domínio selado.
Eu carrego os dados da incerteza e tenho nas mangas as falhas de comunicação.
As crises econômicas e o desespero do homem são meus ensaios.
Corrupção e meu sobrenome, e os corruptos meus fieis lacaios.
Eu danço com a entropia rasgando as leis e queimando a sua constituição.
Desordem e minha inspiração e o descontrole meu amado aliado.
Sem minha presença não há ordem, pois a própria ordem me convida.
Meu corpo é assimétrico e meus traços são tortuosos como a vida.
A sorte e o azar são marionetes nas minhas mãos tremulas pelo pecado.
Meu pecado é a avareza, pois minhas riquezas são inegociáveis.
Eu sempre quero ganhar mais e mais nos meus jogos sádicos de azar.
Os que se deitam comigo pagam o preço pelo meu pecado elementar.
Na babilônia antiga eu encontrei meu monstro de companhia.
Tiamat veio ao meu encontro e nos unimos em pacto sagrado,
Ela é a consumação vivaz dos meus desejos, no meu domínio selado.
Thiago Rodrigues de Souza
(ALEXANDRE O GRANDE)A GUERRA
Eu fiz tribos e nações derramarem sangue em trincheiras.
Deleitei-me com a sinfonia das espadas na orquestra bélica.
Minha língua tem gosto de cortes e eu respiro a violência alheia.
Alimento-me dos órfãos e viúvas que restam da agonia esférica.
Sigo guiando as cúpulas dos governos e dos meus lacaios vis,
Enquanto a religião apóia, cega, minhas moléstias irascíveis.
Sou mundial, civil e fria, meus escravos são sempre fortes e viris.
Sou o ápice da seleção natural de uma raça de víboras instáveis.
Meu pecado é a ira com seu cálice sedento de sangue acre-doce.
Eu exalo fúria e ambição, essa é a combinação letal do meu império.
As almas sob minha regência não têm compaixão e a piedade é estéril.
Desbravo os meus domínios ao lado de um monstro nórdico.
O temido lobo Fenrir, me acompanha, com sua fúria devastadora.
Devorando os corpos que não foram achados nos combates de outrora.
Eu fiz tribos e nações derramarem sangue em trincheiras.
Deleitei-me com a sinfonia das espadas na orquestra bélica.
Minha língua tem gosto de cortes e eu respiro a violência alheia.
Alimento-me dos órfãos e viúvas que restam da agonia esférica.
Sigo guiando as cúpulas dos governos e dos meus lacaios vis,
Enquanto a religião apóia, cega, minhas moléstias irascíveis.
Sou mundial, civil e fria, meus escravos são sempre fortes e viris.
Sou o ápice da seleção natural de uma raça de víboras instáveis.
Meu pecado é a ira com seu cálice sedento de sangue acre-doce.
Eu exalo fúria e ambição, essa é a combinação letal do meu império.
As almas sob minha regência não têm compaixão e a piedade é estéril.
Desbravo os meus domínios ao lado de um monstro nórdico.
O temido lobo Fenrir, me acompanha, com sua fúria devastadora.
Devorando os corpos que não foram achados nos combates de outrora.
Thiago Rodrigues de Souza.

SUICÍDIO
Sou um ente deveras poderoso e tenho sido muito solicitado.
Encontrar-me é a comprovação fidedigna do livre-arbítrio.
Escolher ativamente o instante do fim inevitável, num ato conjurado.
O poder de escolher a não existência é meu grandioso ofício.
Entrego-me a poucos, pois muitos são os que procuram minha mente.
Ofereço um poder de escolha que foi negado até aos anjos caídos.
O homem nunca pediu a existência, e foi jogado num jogo contingente.
O homem é o acidente orgânico do pós-coito híbrido dos acorrentados.
Diante dessa entropia entrego-me a ti, pois nem Deus pode ter-me,
A morte é minha mentora, ela não precisa tentar, a resposta está nela,
Meu pecado é a inveja, pois meu poder é limitado diante dela.
Meu monstro de companhia é o Basilisco com seu olhar mortal.
É o olhar dos que têm a inveja na alma e com os olhos destrói as almas alheias.
Eu sigo com meu evangelho impar sempre buscando as mais frias veias.
Sou um ente deveras poderoso e tenho sido muito solicitado.
Encontrar-me é a comprovação fidedigna do livre-arbítrio.
Escolher ativamente o instante do fim inevitável, num ato conjurado.
O poder de escolher a não existência é meu grandioso ofício.
Entrego-me a poucos, pois muitos são os que procuram minha mente.
Ofereço um poder de escolha que foi negado até aos anjos caídos.
O homem nunca pediu a existência, e foi jogado num jogo contingente.
O homem é o acidente orgânico do pós-coito híbrido dos acorrentados.
Diante dessa entropia entrego-me a ti, pois nem Deus pode ter-me,
A morte é minha mentora, ela não precisa tentar, a resposta está nela,
Meu pecado é a inveja, pois meu poder é limitado diante dela.
Meu monstro de companhia é o Basilisco com seu olhar mortal.
É o olhar dos que têm a inveja na alma e com os olhos destrói as almas alheias.
Eu sigo com meu evangelho impar sempre buscando as mais frias veias.
Thiago Rodrigues de Souza

A MORTE
O meu pálido corpo caminha entre as lápides e mausoléus.
O meu canto é sádico e a minha presença é indispensável.
Sou um ser necessário e carrego o peso da ordem mutável.
Sem mim a vida seria insuportável, caótica e cheia de réus.
A vida me pede passagem e eu seleciono quem vai e quem fica.
Meu pecado é sem dúvida a gula, meu apetite é insaciável.
Ando na companhia de um monstro atroz e infalível.
O Cão Cérbero fareja as almas que esperam minha visita tísica.
Gosto dos assassinos e suicidas, apesar de estarem em pólos opostos.
Vi diversas formas de extrema unção selarem os meus feitos.
Minha função é mórbida e minhas realizações não têm defeitos.
Sou o ente mais temido e incompreendido entre os atemporais.
Sou o fato consumado e de mim não há fuga ou argumentação.
Cedo ou tarde lhe farei uma visita fúnebre sem aviso de antemão.
E direi: muito prazer eu sou a morte...
O meu pálido corpo caminha entre as lápides e mausoléus.
O meu canto é sádico e a minha presença é indispensável.
Sou um ser necessário e carrego o peso da ordem mutável.
Sem mim a vida seria insuportável, caótica e cheia de réus.
A vida me pede passagem e eu seleciono quem vai e quem fica.
Meu pecado é sem dúvida a gula, meu apetite é insaciável.
Ando na companhia de um monstro atroz e infalível.
O Cão Cérbero fareja as almas que esperam minha visita tísica.
Gosto dos assassinos e suicidas, apesar de estarem em pólos opostos.
Vi diversas formas de extrema unção selarem os meus feitos.
Minha função é mórbida e minhas realizações não têm defeitos.
Sou o ente mais temido e incompreendido entre os atemporais.
Sou o fato consumado e de mim não há fuga ou argumentação.
Cedo ou tarde lhe farei uma visita fúnebre sem aviso de antemão.
E direi: muito prazer eu sou a morte...
Thiago Rodrigues de Souza
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